quinta-feira, 30 de abril de 2009






As Plantas

O grupo das Plantae, Metaphyta ou Vegetabilia (Vegetal) é um dos principais grupos em que se divide a vida na Terra (com cerca de 350.000 espécies diferentes conhecidas, incluindo uma grande variedade: ervas, árvores, arbustos, plantas microscópicas, etc). São, em geral, organismos autotróficos, produzindo seu próprio alimento a partir da fotossíntese.
A fotossíntese é o processo no qual a planta utiliza a energia do sol para combinar a água (H20) com o gás carbônico (CO2) para formar açúcares ricos em energia e oxigênio. 6 moléculas de água se combinam com 6 moléculas de gás carbônico e produzem 1 molécula de açúcar (glicose) e 6 moléculas de oxigênio.






A fotossíntese acontece em uma organela presente apenas na célula vegetal conhecida como cloroplasto. Esta organela é rica em um pigmento verde conhecido como clorofila.Sem a clorofila não existiria fotossíntese.




Revisão da célula vegetal: Note a presença de cloroplastos,

parede celular e vacúolo







Todas as plantas se originaram de um ancestral comum, uma célula primitiva que continha cloroplastos. O grupo mais primitivo de plantas é o grupo das ALGAS. Estas são consideradas plantas apenas por terem células com cloroplastos e parede celular vegetal. Os cloroplastos das algas apresentam várias cores diferentes. A cor do cloroplasto é o que divide as algas em:




Exemplo de uma clorofícea















Diversidade de formas das álgas vermelhas ou rodofíceas











Exemplo de alga parda ou feofícea















As algas podem ser microscópicas e unicelulares (com apenas uma única célula), formar colônias ou serem pluricelulares. Algumas espécies pluricelulares de algas pardas podem atingir até 50 metros de comprimento. Todas são consideradas aquáticas, pois precisam de um meio líquido para sobreviver.

O próximo grupo de plantas que surgiu no planeta foi o grupo das BRIÓFTAS, do qual fazem parte os musgos e hepáticas. Estas plantas são pequenas, NÃO produzem sementes nem flores e DEPENDEM DA ÁGUA para poder se reproduzir, não podendo sobreviver em locais muito secos e dessa forma encontradas em locais úmidos.
Acima, estrutura de uma briófita



Acima, aparência dos musgos





Por serem muito pequenas, as briófitas disputavam a luz do sol, sendo selecionadas aquelas que conseguiam crescer mais. Porém as briófitas tinham um limite em seu tamanho. Este limite era a altura que a água poderia ser transportada célula a célula.
Devido a este problema, um novo grupo de plantas foi selecionado, as PTERIDÓFITAS OU SAMAMBAIAS. Também fazem parte deste grupo a cavalinha e as avencas. Estas também NÃO produzem sementes, flores e nem frutos. Da mesma forma que as Briófitas, precisam da água para se reproduzir.


Diferenciam-se das briófitas pelo tamanho, pela presença de vasos condutores de seiva e pela presença de folhas verdadeiras. Não possuem raízes nem caules e sim uma estrutura conhecida como rizoma.

Algumas samambaias, como a samambaia açú podem atingir até 4 metros de altura! Isso ocorre devido a presensça de vasos condutores de seiva, que surgem com estes grupos de plantas.

Exemplo de folha jovem de pteridófitas. Repare que elas desenrolam e crescem formando folhas adultas.
Existem alguns tipos de samambaias que atingem até 4 metros de altura. Estas plantas podem atingir tal tamanho pois a água é conduzida em seu interior por pequenos canudinhos, chamados de vasos condutores de seiva. Existem dois tipos de vasos condutores, que formam tecidos vegetais conhecidos como Floema e Xilema.

O Xilema é formado por vasos que conduzem a água e os sais minerais da raiz ou rizoma da planta até as folhas. Esta mistura de água e sais é conhecida como Seiva Bruta, e só existe no xilema.

O Floema é formado por vasos condutores que fazem o caminho inverso do xilema, indo das folhas até a raiz ou rizoma da planta. No floema é transportada a Seiva Elaborada, que é composta por água, açúcares e outras substâncias produzidas pela folha. A seiva elaborada tem a função de nutrir todas as células da planta que não fazem fotossíntese.